EUA confirmam: os OVNIs são reais - Resenha crítica - 12min Originals
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EUA confirmam: os OVNIs são reais - resenha crítica

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Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 

Editora: 12min

Resenha crítica

Por muito tempo, falar em disco voador era garantia de olhar torto. O mesmo olhar reservado para quem acredita que Paul McCartney morreu em sessenta e seis e foi substituído por um sósia. Mas no início do ano isso mudou... e quem estava de chapéu de alumínio na cabeça, achando que o governo escondia alguma coisa, está com uma cara muito difícil de ignorar agora.

No filme Sinais, de dois mil e dois, a família inteira aparece sentada na sala com chapéus de papel alumínio para impedir que os alienígenas lessem seus pensamentos. M. Night Shyamalan queria que o público risse daquela cena, mas hoje a turma do chapéu de alumínio está nos encarando dizendo eu sabia! Eu sabia! Pois é, vamos lá entender toda essa, entre aspas, loucura.

Na manhã do dia oito de maio de dois mil e vinte e seis, o governo americano colocou no ar o site war.gov/ufo e publicou cento e sessenta e dois arquivos desclassificados sobre Fenômenos Aéreos Não Identificados, os chamados UAPs, que é o nome técnico moderno para o que o senso comum chama de OVNIs. Cento e vinte documentos em PDF, vinte e oito vídeos e quatorze imagens. Sem exigir nenhuma credencial. Sem formulário. Qualquer pessoa com acesso à internet pode abrir e olhar.

O programa tem um nome que soa como título de série da Netflix... PURSUE. Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters. Por baixo desse acrônimo está uma coordenação entre Casa Branca, Pentágono, FBI, NASA, Departamento de Energia e a Direção Nacional de Inteligência. A verdade, de alguma forma, estava lá fora. E agora estava também num site do governo.

Entre os arquivos, algumas coisas chamam atenção. Fotos das missões Apollo doze e Apollo dezessete, tiradas em mil novecentos e sessenta e nove e em mil novecentos e setenta e dois, mostram objetos de formas estranhas capturados no espaço. Uma imagem da Apollo dezessete mostra três pontos em formação triangular. O Pentágono incluiu uma nota dizendo que não há consenso sobre a natureza do que aparece ali, mas que uma análise preliminar indica que pode ser um objeto físico. As transcrições de áudio da mesma missão mostram astronautas descrevendo objetos brilhantes ao redor da nave como fragmentos angulares que faziam cambalhotas no espaço, algo que descreveram como um espetáculo de fogos de artifício visto da janela da espaçonave. Quarenta anos no arquivo. Agora são públicos.

Há também fotos do FBI tiradas na virada do ano de mil novecentos e noventa e nove, mostrando objetos voadores não identificados dividindo o mesmo espaço aéreo com aeronaves militares dos Estados Unidos. Registros de militares no Iraque em dois mil e vinte e dois descrevendo um possível pequeno UAP. Observações de clarões de origem desconhecida na Síria em dois mil e vinte e quatro. O Departamento de Guerra explica que os casos seguem sem solução por falta de dados definitivos na época dos registros.

O diretor da NASA, Jared Isaacman, se manifestou elogiando a iniciativa e disse que a agência será transparente sobre o que sabe, o que ainda não entende e tudo que ainda resta descobrir. É uma declaração que funciona simultaneamente como abertura e como aviso: há muita coisa que ainda não se sabe.

E aqui está o ponto que qualquer leitor precisa ter em mente antes de ligar para o sobrinho que sempre acreditou em disco voador para dizer que estava certo o tempo todo. Os documentos liberados não confirmam a existência de vida extraterrestre. Não confirmam a existência de tecnologia alienígena. O próprio relatório do Pentágono publicado em dois mil e vinte e quatro, pelo escritório AARO, já havia concluído que nenhuma investigação do governo americano jamais confirmou qualquer um desses pontos. O que existe são objetos que ninguém sabe identificar. Um objeto não identificado é exatamente isso: algo que não foi identificado. Pode ser tecnologia militar secreta, fenômeno meteorológico, erro de sensor ou, sim, outra coisa. Mas o arquivo diz que não sabe. Especialistas alertam que vídeos de UAPs são frequentemente mal interpretados por pessoas sem familiaridade com equipamentos militares. E quarenta e seis vídeos adicionais ainda não foram liberados, aguardando uma próxima remessa do Pentágono.

Trump concluiu seu post no Truth Social com uma frase que funciona como manchete e como pergunta aberta ao mesmo tempo: "Decidam por vocês mesmos. O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO?"

O que fazer com essa informação

Não entre em pânico.

Essa é a frase estampada na capa do Guia do Mochileiro das Galáxias, e ela serve aqui melhor do que qualquer análise de três parágrafos. O governo dos Estados Unidos abriu um arquivo com mais de seis décadas de registros sobre objetos que não conseguiu explicar. Isso é real e é relevante. O que não é real, pelo menos por enquanto, é a confirmação de que existe vida inteligente fora da Terra ou que alguma nave alienígena já pousou em solo americano, qualquer coisa que os homens de preto tenham ou não acobertado.

Há três formas de ler o que aconteceu. A primeira é que isso é só o começo. Quarenta e seis vídeos ainda estão retidos. O Pentágono prometeu liberações periódicas. Quem acredita que a abertura dos arquivos é genuína vai argumentar que o que veio agora é o aperitivo, e que o prato principal ainda está no forno. A segunda leitura é mais cética: os arquivos mostram pouco além do que já circulava em versões redatadas. Fotos granuladas de missões Apollo de cinquenta anos atrás e relatos de militares que descrevem luzes no céu sem conseguir identificar o que são. Impressionante de um ponto de vista histórico, inconclusivo do ponto de vista científico. A terceira leitura, talvez a mais honesta, é que a pergunta certa não é "existem extraterrestres?" mas "o que exatamente foi visto, por quem, e por que ninguém conseguiu explicar até hoje?" Essa pergunta tem valor independente da resposta.

O que se pode fazer de concreto: acompanhar as próximas remessas de documentos pelas páginas oficiais da NASA e do AARO, que são as fontes com mais credibilidade técnica nesse processo. Ler os arquivos pelo que eles dizem, não pelo que gostaríamos que dissessem. E resistir ao impulso de transformar a incerteza em certeza... num sentido ou no outro.

Obama disse em fevereiro deste ano, num podcast, que os aliens são reais, mas que ele nunca os viu e que eles não estão na Área 51. É exatamente o tipo de frase que não confirma nada e ainda assim alimenta tudo.

E se existem ou não seres extraterrestres, bem, daí nós da redação do 12min não sabemos o que fazer.

Esse foi o radar especial OVNIS, nos vemos por aí. 

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